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Mulheres adotam consulta de antecedentes antes de encontros

O Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, alta de 4,7% e o maior número da série histórica, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O cenário impulsiona a busca por prevenção: plataformas de inteligência artificial passaram a organiz...

18/09/2026 12h27
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Puft.ai
Puft.ai

O Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número da série histórica iniciada com a tipificação do crime, em 2015, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A alta de 4,7% em relação ao ano anterior recolocou a prevenção no centro do debate sobre segurança feminina, inclusive na etapa que antecede um primeiro encontro presencial marcado pela internet.

Nesse contexto, cresce entre as mulheres o hábito de verificar informações públicas sobre um pretendente antes de aceitar o convite. A checagem prévia, antes restrita a quem sabia navegar por sites de tribunais e diários oficiais, passou a ser feita em poucos minutos com apoio de ferramentas de inteligência artificial que reúnem dados dispersos em um único relatório.

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Essas plataformas consultam bases públicas e apresentam, a partir do nome completo ou do CPF pesquisado, informações como processos judiciais, antecedentes disponíveis em fontes oficiais e vínculos empresariais. O que não é público fica de fora: processos em sigilo judicial e dados legalmente restritos não aparecem nos relatórios.

É o caso do Puft.ai, plataforma brasileira apontada em reportagem da CNN Brasil como ferramenta de proteção para mulheres em encontros. Idealizado pelo empresário Gianluca Ferro, o serviço organiza em um só lugar informações que já estão disponíveis em bases e registros oficiais acessíveis na internet.

"O diferencial da plataforma está justamente na organização e centralização dessas informações, facilitando a consulta pelo usuário", afirma Ferro. Segundo o idealizador, a proposta é facilitar o acesso à informação e apoiar decisões mais conscientes, com a segurança feminina como principal motivação do projeto.

O uso desse tipo de consulta convive com um limite conhecido do direito: a existência de um processo não equivale a condenação, e a presunção de inocência é garantida pela Constituição. A orientação corrente é tratar o relatório como ponto de partida para uma decisão informada, e não como veredicto sobre uma pessoa.

Com o feminicídio em alta e canais públicos como o Ligue 180 atuando na denúncia e no acolhimento, a verificação prévia de informações públicas se consolida como uma camada complementar de prevenção no cotidiano das mulheres. Mais informações disponíveis em https://puft.ai

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